Grupos no Facebook expõem vídeos e imagens fortes de ações da PM


Grupos no Facebook expõem vídeos e imagens fortes de ações da PM

Em algumas situações, os comentários chegam a pedir justiça com as próprias mãos, o que gera um embate entre diversos internautas

Por Hayanne Narlla em Segurança Pública

28 de janeiro de 2015 às 18:54

Há 5 anos
Ações da polícia são expostas diariamente em perfis e comunidades no Facebook (FOTO: Falcão Jr)

Ações da polícia são expostas diariamente em perfis e comunidades no Facebook (FOTO: Falcão Jr)

Perfis e comunidades que tratam do mundo do crime e ações da polícia estão fazendo ganhando adeptos no Facebook. Mostrando flagrantes e prisões da polícia, até mesmo com imagens escatológicas, as páginas apresentam operações da Polícia Militar não só em Fortaleza, mas no Ceará. Às vezes, é necessário ter “sangue de barata” para observar alguns vídeos ou fotografias.

Em algumas situações, os comentários chegam a pedir justiça com as próprias mãos, o que gera um embate entre diversos internautas. De fato, perfis e comunidades desse tipo estimular respostas violentas contra a violência. É o que acredita Ricardo Moura, pesquisador do Laboratório de Estudas da Violência (LEV) da Universidade Federal do Ceará (UFC).

“Há um estímulo na questão do acerto de contas, da resolução dos conflitos via enfrentamento. São comunidades que alimentam essa cultura da violência repressiva, da ação policial que repreende. Sempre parte nessa perspectiva. São situações que mexem com a emoção, com a paixão das pessoas”, analisa.

O que gera a reação nos comentários é o fato de os internautas terem uma espécie de sensação de proteção no meio virtual. Como não estão “tet a tet” com outras pessoas, eles se sentem mais livres para exporem suas reais ideias e desejos. “O que reforça são as pessoas não serem anônimas. E muitas vezes elas nem têm ligação com a polícia e veem nessas ações uma forma de justiça”.

Perfil policial
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Perfil policial

Perfil expõe cenas do dia a dia de policiais, com prisões e outros casos (FOTO: Reprodução Facebook)

Comunidade policial
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Comunidade policial

Comunidade expõe cenas do dia a dia de policiais, com prisões e outros casos (FOTO: Reprodução Facebook)

Comunidade policial
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Comunidade policial

Comunidade expõe cenas do dia a dia de policiais, com prisões e outros casos (FOTO: Reprodução Facebook)

Reconhecimento

As páginas também servem como forma de reconhecimento paras os policiais, que podem observar seus trabalho e aprovação da sociedade. “Cria uma interação com a população. E esse reconhecimento gerado pode não haver dentro da categoria. Deveria ter uma espécie de valorização dentro da corporação. Isso sendo feito, minimizaria o potencial dessas comunidades”.

Para Ricardo, tais meios poderiam ter um reaproveitamento do conteúdo, o que valeria bem mais a pena para a sociedade. “Poderia ser um espaço de discussão para problemas. Pensar e refletir até mesmo sobre a corporação. Isso traz mais consequências do que a mera incitação da violência”.

Perfil oficial

Sobre as ações da polícia no Ceará, tenente-coronel Fernando Albano, relações-públicas da PM, ressaltou que há apenas um perfil oficial da categoria no Facebook, além do site. Todos os pronunciamentos oficiais são feito por meio desse canal e o restante são “perfis particulares”, que podem conter informações equivocadas.

Além disso, o efetivo é orientado para que não comandem esse tipo de perfil na internet. Caso um policial esteja a frente e infrinja a legislação, haverá punição individual.

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Grupos no Facebook expõem vídeos e imagens fortes de ações da PM

Em algumas situações, os comentários chegam a pedir justiça com as próprias mãos, o que gera um embate entre diversos internautas

Por Hayanne Narlla em Segurança Pública

28 de janeiro de 2015 às 18:54

Há 5 anos
Ações da polícia são expostas diariamente em perfis e comunidades no Facebook (FOTO: Falcão Jr)

Ações da polícia são expostas diariamente em perfis e comunidades no Facebook (FOTO: Falcão Jr)

Perfis e comunidades que tratam do mundo do crime e ações da polícia estão fazendo ganhando adeptos no Facebook. Mostrando flagrantes e prisões da polícia, até mesmo com imagens escatológicas, as páginas apresentam operações da Polícia Militar não só em Fortaleza, mas no Ceará. Às vezes, é necessário ter “sangue de barata” para observar alguns vídeos ou fotografias.

Em algumas situações, os comentários chegam a pedir justiça com as próprias mãos, o que gera um embate entre diversos internautas. De fato, perfis e comunidades desse tipo estimular respostas violentas contra a violência. É o que acredita Ricardo Moura, pesquisador do Laboratório de Estudas da Violência (LEV) da Universidade Federal do Ceará (UFC).

“Há um estímulo na questão do acerto de contas, da resolução dos conflitos via enfrentamento. São comunidades que alimentam essa cultura da violência repressiva, da ação policial que repreende. Sempre parte nessa perspectiva. São situações que mexem com a emoção, com a paixão das pessoas”, analisa.

O que gera a reação nos comentários é o fato de os internautas terem uma espécie de sensação de proteção no meio virtual. Como não estão “tet a tet” com outras pessoas, eles se sentem mais livres para exporem suas reais ideias e desejos. “O que reforça são as pessoas não serem anônimas. E muitas vezes elas nem têm ligação com a polícia e veem nessas ações uma forma de justiça”.

Perfil policial
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Perfil policial

Perfil expõe cenas do dia a dia de policiais, com prisões e outros casos (FOTO: Reprodução Facebook)

Comunidade policial
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Comunidade policial

Comunidade expõe cenas do dia a dia de policiais, com prisões e outros casos (FOTO: Reprodução Facebook)

Comunidade policial
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Comunidade policial

Comunidade expõe cenas do dia a dia de policiais, com prisões e outros casos (FOTO: Reprodução Facebook)

Reconhecimento

As páginas também servem como forma de reconhecimento paras os policiais, que podem observar seus trabalho e aprovação da sociedade. “Cria uma interação com a população. E esse reconhecimento gerado pode não haver dentro da categoria. Deveria ter uma espécie de valorização dentro da corporação. Isso sendo feito, minimizaria o potencial dessas comunidades”.

Para Ricardo, tais meios poderiam ter um reaproveitamento do conteúdo, o que valeria bem mais a pena para a sociedade. “Poderia ser um espaço de discussão para problemas. Pensar e refletir até mesmo sobre a corporação. Isso traz mais consequências do que a mera incitação da violência”.

Perfil oficial

Sobre as ações da polícia no Ceará, tenente-coronel Fernando Albano, relações-públicas da PM, ressaltou que há apenas um perfil oficial da categoria no Facebook, além do site. Todos os pronunciamentos oficiais são feito por meio desse canal e o restante são “perfis particulares”, que podem conter informações equivocadas.

Além disso, o efetivo é orientado para que não comandem esse tipo de perfil na internet. Caso um policial esteja a frente e infrinja a legislação, haverá punição individual.