Cearense desenvolve prato biodegradável a partir de resíduos da produção de banana

CIÊNCIA

Cearense desenvolve prato biodegradável a partir de resíduos da produção de banana

A ideia de desenvolver algo nesse sentido surgiu quando Paula vendia sopas aos fins de semana e passou a buscar alternativas para não utilizar plástico de uso único

Por Tribuna do Ceará em Tecnologia

1 de fevereiro de 2020 às 06:36

Há 4 semanas
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Paula Facó desenvolveu um prato biodegradável (FOTO: Governo do Estado/ Divulgação)

Com o objetivo de encontrar alternativas para o uso de produtos descartáveis, Paula Facó trabalhou no decorrer de 2019 para desenvolver o prato biodegradável da linha M.U.S.A (Materiais e Utensílios Sustentáveis para Alimentação). Essa é uma das sete pesquisas selecionadas por meio de Edital do Laboratório de Criação da Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco, que contou com a mentoria de Adriano Mattos, analista do Laboratório de Biomassa da Embrapa.

A ideia de desenvolver algo nesse sentido surgiu quando Paula vendia sopas aos fins de semana e passou a buscar alternativas para não utilizar plástico de uso único. O fato de não encontrar opções acessíveis motivou a pesquisa. Após ter o projeto selecionado no Laboratório de Criação, Paula trabalhou durante sete meses em busca de um processo de produção simplificado e sustentável.

Daí também veio a escolha de resíduos da produção de banana como matéria-prima. “O pseudocaule da bananeira já está disponível na natureza e não era utilizado de nenhuma forma pelos produtores”, afirma Paula. Aliás, o gênero das bananeiras Musa – o da banana-prata é musa acuminata – foi o deu origem ao nome do projeto, que utilizou produtos das plantações orgânicas de bananeira no quilombo da Serra da Rajada, em Caucaia.

Outras pesquisas

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A ideia de desenvolver algo nesse sentido surgiu quando Paula vendia sopas (FOTO: Governo do Ceará/ Divulgação)

No decorrer de 2019, sete pesquisadores, selecionados por meio de Edital do Laboratório de Criação em Cultura Alimentar e Gastronomia, trabalharam em projetos relacionados com diferentes temas da cadeia produtiva do alimento, desde a colheita até o direcionamento de resíduos.

Isaac Moreira trabalhou em um “Tempero Cearense” obtido do feijão de corda com mamão; Iury de Melo criou produtos a partir do aproveitamento integral de insumos da pesca artesanal; Mateus Ferreira destacou a produção de óleo de batiputá na comunidade indígena Tremembé da Barra do Mundaú, em Itapipoca; Fernanda Soares criou um queijo vegetal fermentado de resíduos de castanha de caju; Vicente Monteiro desenvolveu fermentos a partir do bioma Caatinga e Marina Antonácio desenvolveu um manual para criação de cozinhas no padrão Lixo Zero.

Os projetos contaram com a mentoria de especialistas em suas respectivas áreas, como Rodolfo Vilar, do projeto A.mar; Fernando Goldenstein e Leonardo Andrade, da Cia dos Fermentados; Adriano Lincoln, da Embrapa Agroindústria Tropical; Sandro Gouveia, do departamento de química analítica e físico-química ministrando disciplinas nos cursos de Química e Gastronomia da UFC; Jerônimo Villas Boas e Fábio Mena, da Reenvolver e Luíza Denardin, do Instituto Lixo Zero Brasil.

*Com informações da Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco

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Cearense desenvolve prato biodegradável a partir de resíduos da produção de banana

A ideia de desenvolver algo nesse sentido surgiu quando Paula vendia sopas aos fins de semana e passou a buscar alternativas para não utilizar plástico de uso único

Por Tribuna do Ceará em Tecnologia

1 de fevereiro de 2020 às 06:36

Há 4 semanas
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Paula Facó desenvolveu um prato biodegradável (FOTO: Governo do Estado/ Divulgação)

Com o objetivo de encontrar alternativas para o uso de produtos descartáveis, Paula Facó trabalhou no decorrer de 2019 para desenvolver o prato biodegradável da linha M.U.S.A (Materiais e Utensílios Sustentáveis para Alimentação). Essa é uma das sete pesquisas selecionadas por meio de Edital do Laboratório de Criação da Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco, que contou com a mentoria de Adriano Mattos, analista do Laboratório de Biomassa da Embrapa.

A ideia de desenvolver algo nesse sentido surgiu quando Paula vendia sopas aos fins de semana e passou a buscar alternativas para não utilizar plástico de uso único. O fato de não encontrar opções acessíveis motivou a pesquisa. Após ter o projeto selecionado no Laboratório de Criação, Paula trabalhou durante sete meses em busca de um processo de produção simplificado e sustentável.

Daí também veio a escolha de resíduos da produção de banana como matéria-prima. “O pseudocaule da bananeira já está disponível na natureza e não era utilizado de nenhuma forma pelos produtores”, afirma Paula. Aliás, o gênero das bananeiras Musa – o da banana-prata é musa acuminata – foi o deu origem ao nome do projeto, que utilizou produtos das plantações orgânicas de bananeira no quilombo da Serra da Rajada, em Caucaia.

Outras pesquisas

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A ideia de desenvolver algo nesse sentido surgiu quando Paula vendia sopas (FOTO: Governo do Ceará/ Divulgação)

No decorrer de 2019, sete pesquisadores, selecionados por meio de Edital do Laboratório de Criação em Cultura Alimentar e Gastronomia, trabalharam em projetos relacionados com diferentes temas da cadeia produtiva do alimento, desde a colheita até o direcionamento de resíduos.

Isaac Moreira trabalhou em um “Tempero Cearense” obtido do feijão de corda com mamão; Iury de Melo criou produtos a partir do aproveitamento integral de insumos da pesca artesanal; Mateus Ferreira destacou a produção de óleo de batiputá na comunidade indígena Tremembé da Barra do Mundaú, em Itapipoca; Fernanda Soares criou um queijo vegetal fermentado de resíduos de castanha de caju; Vicente Monteiro desenvolveu fermentos a partir do bioma Caatinga e Marina Antonácio desenvolveu um manual para criação de cozinhas no padrão Lixo Zero.

Os projetos contaram com a mentoria de especialistas em suas respectivas áreas, como Rodolfo Vilar, do projeto A.mar; Fernando Goldenstein e Leonardo Andrade, da Cia dos Fermentados; Adriano Lincoln, da Embrapa Agroindústria Tropical; Sandro Gouveia, do departamento de química analítica e físico-química ministrando disciplinas nos cursos de Química e Gastronomia da UFC; Jerônimo Villas Boas e Fábio Mena, da Reenvolver e Luíza Denardin, do Instituto Lixo Zero Brasil.

*Com informações da Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco