Empresas de telefonia cearenses dizem não à internet limitada

POLÊMICA

Empresas de telefonia cearenses dizem não à internet banda larga limitada

Empresas Multiplay e Mob Telecom afirmam não aderir à nova regra de mercado em prol do bem estar dos clientes

Por Juliana Teófilo em Tecnologia

14 de abril de 2016 às 06:00

Há 4 anos
Para as empresas cearenses consideram a nova prática de mercado um retrocesso para a internet brasileira. (FOTO: Reprodução)

Para as empresas cearenses consideram a nova prática de mercado um retrocesso para a internet brasileira. (FOTO: Reprodução)

Uma notícia tem agitado os ânimos nas redes sociais. É que algumas operadoras de banda larga brasileiras querem limitar a navegação da internet fixa. Trocando em miúdos, a partir deste ano empresas como Vivo/GVT e Net devem diminuir a velocidade de navegação ou até mesmo cancelar a conexão do usuário que atingir o limite da franquia contratada.

Em meio aos anúncios, duas empresas regionais: a Multiplay e a Mob Telecom anunciaram que não deverão restringir o acesso de seus clientes. O coordenador de Marketing da empresa Multiplay, Júnior Oliveira, explica que a decisão de não alterar os planos comercializados é resultado da política da empresa.

“Desde que a empresa foi criada, há 21 anos, é política da empresa não limitar a banda larga do cliente. Essas mudanças que nós temos assistido são, na verdade, alterações de mercado que as empresas podem ou não seguir. Nossa empresa tem passado por um processo de expansão para novos bairros da cidade e não é interessante retroceder aderindo a essas mudanças”, destaca.

Júnior considera essa uma oportunidade de destaque para a empresa que já concorre com os grandes conglomerados do mercado. “Independente disso, temos uma política de preços competitiva que nos garante uma posição no mercado entre as grande empresas nacionais”, destaca.

Já a Mob Telecom julgou a decisão das grandes empresas “um retrocesso prejudicial para  o desenvolvimento da internet”. Em nota, a empresa afirmou manter parceria com diversas empresas nacionais e internacionais proprietárias de aplicativos de voz e vídeo, as quais tal decisão comercial seria prejudicial. “Através do seu Data Center, estes aplicativos são amplamente explorados favorecendo assim o crescimento do acesso o qual segue o modelo de parceria da TIM com o WhatsApp, onde todos ganharam ( TIM, Whatsapp e Cliente)”, apontou a nota.

Enquanto o presidente da Vivo, Amos Genish, apontou o Whatsapp como sendo pirataria, a empresa cearense destacou que o aplicativo de voz e texto funciona como uma nova espécie de serviço conhecida como Software as a Service (SaaS). “Não vamos aplicar regras de limitação de consumo de tráfego. Para a Mob, o Whatsapp não é ‘pirataria pura’. Consideramos um retrocesso esta discussão”.

O consumidor deve ficar atento

No começo de fevereiro, antes de completar sua fusão com a GVT, a Vivo anunciou que os clientes que assinarem o plano Vivo Internet Fixa tem consumo mensal limitado entre 10 GB e 130 GB. O usuário que exceder o limite estabelecido terá, segundo a operadora, sua conexão bloqueada ou sua conexão reduzida. A Vivo diz que só passará a cobrar o excedente de dados a partir de 2017.

A Oi também prevê redução de velocidade para os usuários que atingirem o limite da franquia contratada. Mas a empresa afirma não praticar corte de navegação de internet. A empresa Tim diz não prevê mudanças no planos atuais. A NET, por sua vez, também cobra atualmente franquia de dados nos serviços de banda larga fixa. O usuário que excede o limite da franquia contratada tem sua conexão reduzida até o final do mês.

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Empresas de telefonia cearenses dizem não à internet banda larga limitada

Empresas Multiplay e Mob Telecom afirmam não aderir à nova regra de mercado em prol do bem estar dos clientes

Por Juliana Teófilo em Tecnologia

14 de abril de 2016 às 06:00

Há 4 anos
Para as empresas cearenses consideram a nova prática de mercado um retrocesso para a internet brasileira. (FOTO: Reprodução)

Para as empresas cearenses consideram a nova prática de mercado um retrocesso para a internet brasileira. (FOTO: Reprodução)

Uma notícia tem agitado os ânimos nas redes sociais. É que algumas operadoras de banda larga brasileiras querem limitar a navegação da internet fixa. Trocando em miúdos, a partir deste ano empresas como Vivo/GVT e Net devem diminuir a velocidade de navegação ou até mesmo cancelar a conexão do usuário que atingir o limite da franquia contratada.

Em meio aos anúncios, duas empresas regionais: a Multiplay e a Mob Telecom anunciaram que não deverão restringir o acesso de seus clientes. O coordenador de Marketing da empresa Multiplay, Júnior Oliveira, explica que a decisão de não alterar os planos comercializados é resultado da política da empresa.

“Desde que a empresa foi criada, há 21 anos, é política da empresa não limitar a banda larga do cliente. Essas mudanças que nós temos assistido são, na verdade, alterações de mercado que as empresas podem ou não seguir. Nossa empresa tem passado por um processo de expansão para novos bairros da cidade e não é interessante retroceder aderindo a essas mudanças”, destaca.

Júnior considera essa uma oportunidade de destaque para a empresa que já concorre com os grandes conglomerados do mercado. “Independente disso, temos uma política de preços competitiva que nos garante uma posição no mercado entre as grande empresas nacionais”, destaca.

Já a Mob Telecom julgou a decisão das grandes empresas “um retrocesso prejudicial para  o desenvolvimento da internet”. Em nota, a empresa afirmou manter parceria com diversas empresas nacionais e internacionais proprietárias de aplicativos de voz e vídeo, as quais tal decisão comercial seria prejudicial. “Através do seu Data Center, estes aplicativos são amplamente explorados favorecendo assim o crescimento do acesso o qual segue o modelo de parceria da TIM com o WhatsApp, onde todos ganharam ( TIM, Whatsapp e Cliente)”, apontou a nota.

Enquanto o presidente da Vivo, Amos Genish, apontou o Whatsapp como sendo pirataria, a empresa cearense destacou que o aplicativo de voz e texto funciona como uma nova espécie de serviço conhecida como Software as a Service (SaaS). “Não vamos aplicar regras de limitação de consumo de tráfego. Para a Mob, o Whatsapp não é ‘pirataria pura’. Consideramos um retrocesso esta discussão”.

O consumidor deve ficar atento

No começo de fevereiro, antes de completar sua fusão com a GVT, a Vivo anunciou que os clientes que assinarem o plano Vivo Internet Fixa tem consumo mensal limitado entre 10 GB e 130 GB. O usuário que exceder o limite estabelecido terá, segundo a operadora, sua conexão bloqueada ou sua conexão reduzida. A Vivo diz que só passará a cobrar o excedente de dados a partir de 2017.

A Oi também prevê redução de velocidade para os usuários que atingirem o limite da franquia contratada. Mas a empresa afirma não praticar corte de navegação de internet. A empresa Tim diz não prevê mudanças no planos atuais. A NET, por sua vez, também cobra atualmente franquia de dados nos serviços de banda larga fixa. O usuário que excede o limite da franquia contratada tem sua conexão reduzida até o final do mês.