Dono de lanchonete gasta R$ 2.800 por mês com policiais em troca de segurança


Dono de lanchonete gasta R$ 2.800 por mês com policiais em troca de segurança

Em imagens, policiais aparecem em uma lanchonete, e sem saber que a conversa é gravada, o gerente do estabelecimento não cobra pelas refeições

Por Renato Ferreira em Jornal Jangadeiro

20 de agosto de 2014 às 18:02

Há 5 anos

Em imagens que foram feitas por um celular, policiais aparecem em uma lanchonete, e sem saber que a conversa é gravada, o gerente do estabelecimento não cobra as refeições. Fazendo as contas, o dono gasta por mês R$ 2.800. Ele prefere isso a ter a lanchonete assaltada. É uma maneira que ele acha que pode garantir segurança.

É comum encontrar viaturas de polícia em frente a restaurantes, padarias e lanchonetes de Fortaleza. O presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (Aspramece), Pedro Queiroz, explica que os policiais militares podem e devem se alimentar durante os serviços. O que não pode ocorrer é se aproveitar da farda para ganhar regalias. “O policial não deveria aceitar este tipo de oferta”, pontua.

Cada PM recebe do Ceará recebe auxílio de R$ 232,10 por mês, benefício conquistado durante a greve da PM em 2012. Mas o presidente da Aspramece explica que o valor é baixo. “Humanamente desgastante um policial militar se alimentar com valores de R$ 11 por refeição”, explica.

Licitação para alimentação

Enquanto isso o comando da Polícia Militar abriu recentemente um processo licitatório para contratar serviços de buffet para solenidades, com um cardápio sofisticado. Serão canapés de 13 sabores diferentes, mesa de frios, bebidas com água de coco, sucos, refrigerantes e coquetel sem álcool. Ainda estão inclusos frutas, pães, paetês, salgados finos, mesas, cadeiras, toalhas, serviços de copeiros e garçons.

“Isso nada mais é do que o reflexo do investimento desorganizado da segurança pública. Muita coisa desse cardápio poderia ser dispensada e ser gasto em água, já que no interior não tem”, admite Pedro Queiroz.

A produção do Jornal Jangadeiro tentou ouvir a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) sobre as denúncias da reportagem, mas não recebeu resposta.

[uol video=”https://mais.uol.com.br/view/15168214″]

Veja outros vídeos do Jornal Jangadeiro.

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Dono de lanchonete gasta R$ 2.800 por mês com policiais em troca de segurança

Em imagens, policiais aparecem em uma lanchonete, e sem saber que a conversa é gravada, o gerente do estabelecimento não cobra pelas refeições

Por Renato Ferreira em Jornal Jangadeiro

20 de agosto de 2014 às 18:02

Há 5 anos

Em imagens que foram feitas por um celular, policiais aparecem em uma lanchonete, e sem saber que a conversa é gravada, o gerente do estabelecimento não cobra as refeições. Fazendo as contas, o dono gasta por mês R$ 2.800. Ele prefere isso a ter a lanchonete assaltada. É uma maneira que ele acha que pode garantir segurança.

É comum encontrar viaturas de polícia em frente a restaurantes, padarias e lanchonetes de Fortaleza. O presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (Aspramece), Pedro Queiroz, explica que os policiais militares podem e devem se alimentar durante os serviços. O que não pode ocorrer é se aproveitar da farda para ganhar regalias. “O policial não deveria aceitar este tipo de oferta”, pontua.

Cada PM recebe do Ceará recebe auxílio de R$ 232,10 por mês, benefício conquistado durante a greve da PM em 2012. Mas o presidente da Aspramece explica que o valor é baixo. “Humanamente desgastante um policial militar se alimentar com valores de R$ 11 por refeição”, explica.

Licitação para alimentação

Enquanto isso o comando da Polícia Militar abriu recentemente um processo licitatório para contratar serviços de buffet para solenidades, com um cardápio sofisticado. Serão canapés de 13 sabores diferentes, mesa de frios, bebidas com água de coco, sucos, refrigerantes e coquetel sem álcool. Ainda estão inclusos frutas, pães, paetês, salgados finos, mesas, cadeiras, toalhas, serviços de copeiros e garçons.

“Isso nada mais é do que o reflexo do investimento desorganizado da segurança pública. Muita coisa desse cardápio poderia ser dispensada e ser gasto em água, já que no interior não tem”, admite Pedro Queiroz.

A produção do Jornal Jangadeiro tentou ouvir a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) sobre as denúncias da reportagem, mas não recebeu resposta.

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